MENTE

23/02/2013
Pensamentos automáticos

Entre você descobrir que o presente texto estava disponível e tomar a decisão de gastar alguns minutos em sua leitura, uma cascata de processos mentais ocorreu dentro da sua cabeça. Você percebeu? Claro que não. Foi muito rápido! Porém, se parar para refletir agora, será que você seria capaz de identificar o que você pensou entre um momento e outro? Talvez sim.

Nosso cérebro é uma máquina que nunca desliga. Estamos o tempo inteiro avaliando as situações de modo a podermos decidir qual a melhor maneira de se comportar. Entretanto, já reparou como, na maior parte das vezes, não precisamos estar atentos a esse processamento para funcionarmos bem? Aposto que, enquanto presta atenção no que está lendo agora, vários pensamentos surgiram e desapareceram rapidamente da sua cabeça, seja sobre o conteúdo do texto, exemplos que você pode se lembrar sobre isso, ou mesmo o que você precisa terminar de fazer antes do final do dia.

Em psicologia, chamamos isso de pensamentos automáticos: ideias, pensamentos e avaliações que ocorrem em nossa consciência e que acabam determinando como vamos interpretar cada situação vivida. E é exatamente essa avaliação constante que fazemos da realidade à nossa volta que determina como vamos nos sentir e como decidiremos nos comportar.

Assim, os pensamentos automáticos são a chave que nos permite abrir o baú das nossas emoções e entender porque optamos por nos comportar de uma determinada maneira. Lembra que eu falei que os pensamentos automáticos ocorrem na nossa consciência? Isso é muito importante... Mesmo que nós não fiquemos todo o tempo percebendo nossos pensamentos, eles estão abertos à visitação da consciência, sempre que pararmos para refletir sobre eles. Não são processos inconscientes.

Por isso, da próxima vez que perceber uma mudança de humor aparentemente sem causa, pergunte-se: o que estava passando pela minha cabeça imediatamente antes de eu começar a me sentir desse jeito? Parece simples, mas não é tão fácil. A boa noticia é que, com treino, dá pra ficar craque!

Dra. Aline Sardinha: Psicóloga clínica e Coach (CRP/05:34.146)










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