MENTE

26/02/2013
Pensando fora da caixa

Já falamos em outro artigo sobre os pensamentos automáticos que passam o tempo todo pela nossa cabeça e que determinam como vamos nos sentir e o que vamos decidir fazer, está lembrado? Para que possamos tomar decisões a cada momento, esse processo de pensamento precisa ser muito rápido.

Nosso cérebro, como a maior parte dos sistemas operacionais, quando ganha em velocidade, perde um pouco da precisão. Por exemplo, se eu estou andando na rua e ouço passos se aproximando rapidamente atrás de mim, provavelmente vou me sentir apreensiva e pode ser até que eu decida caminhar em um ritmo mais acelerado. Isso tudo porque pensamentos automáticos no sentido de que “pode ser alguém querendo me assaltar” ou “essa pessoa pode querer me ameaçar de alguma forma” provavelmente passaram pela minha cabeça.

Por outro lado, se o pensamento automático fosse: “essa pessoa que caminha atrás de mim deve estar com atrasada para algum compromisso”, eu estaria me sentindo assustada? Talvez até abrisse caminho para que ela me ultrapassasse e seguisse seu rumo...

Nossos pensamentos automáticos normalmente não aparecem como múltiplas possibilidades. Para decidirmos rapidamente o que fazer, precisamos escolher uma interpretação para a situação e seguir como se esta fosse a única verdadeira. Mas quantas vezes por dia erramos em nossas interpretações? Às vezes, a realidade rapidamente nos fornece evidências de que estamos errados e podemos prontamente nossos comportamentos e emoções.

Pensar fora da caixa, ou seja, pensar nas outras explicações possíveis para as situações que vivenciamos pode ser útil principalmente em situações que geram emoções negativas ou ambíguas. Digamos que você ligue para o celular do seu filho e ele não atende. Quantas explicações possíveis existem para esse fato? Antes de entrar em pânico pensando que seu filho está em perigo, pense em pelo menos, outras três alternativas! Quais parecem mais prováveis? Reflexões rápidas como essa podem nos auxiliar a organizar melhor as nossas emoções de modo a responder mais adequada e objetivamente às situações da vida cotidiana.

Dra. Aline Sardinha - Psicóloga clínica e Coach (CRP/05:34.146)









COMPARTILHE:

COMENTÁRIOS
Nome: Mensagem:
E-mail:
Informe esse número ao lado:
trocar imagem