MENTE

11/11/2013
Felicidade e bem-estar

Entender as emoções tem sido o objetivo de ciências como a filosofia e a psicologia desde a antiguidade. No século XX, muitos avanços foram alcançados no tocante às emoções negativas: medo, raiva, depressão, ansiedade.

Hoje, podemos dizer que sabemos bastante sobre como tais emoções funcionam e, principalmente, como tratar as pessoas cujas vidas se tornam disfuncionais em função de apresentarem emoções negativas em excesso.

Surpreendentemente, pouco se sabe ainda sobre as emoções positivas. Apenas nos últimos anos temos tidos estudos científicos sobre o que faz as pessoas felizes, conduzidos por um ramo da psicologia batizado de Psicologia Positiva.

A psicologia positiva entende a felicidade como um conjunto formado por três aspectos: (1) emoções positivas – sentir-se bem em uma determinada situação, ter prazer; (2) engajamento – quando uma ação nos absorve de tal modo que não percebemos o tempo passar e não conseguimos pensar sobre mais nada; e (3) sentido – quando nossas ações são orientadas a nos fazer pertencer ou servir algo que consideramos maior do que nós mesmos, quando temos um propósito. O bem-estar envolve todos os elementos da felicidade, mas também inclui mais dois: (4) senso de realização e conquista – a sensação de conseguir algo pelo simples prazer do sucesso e ainda, (5) relacionamentos positivos, gratificantes e que promovam apoio nos momentos bons e ruins.

Teoria à parte, como fazemos para alcançar felicidade e bem-estar em nossa vida cotidiana? De acordo com as mais recentes descobertas, precisamos assegurar doses diárias de pequenos momentos de prazer (comer um chocolate, fazer sexo, ouvir boa música...), ações absorventes por si só (um filme, um trabalho interessante, tricô...), tarefas que nos parecem ter um sentido importante (criar um filho, participar de um projeto, defender um ideal...), momentos de sucesso (nem que seja conseguir vencer um jogo de cartas, consertar um vazamento em casa ou acertar uma receita de bolo...) e pessoas significativas com quem podemos dividir todas essas experiências. Ser feliz sozinho tem menos graça, não é mesmo?

Para saber mais sobre esse assunto, indico um site especializado (www.authentichappiness.com) e um livro recém-lançado pelo psicólogo Martin Seligman, pai da psicologia positiva (“Florescer”, Ed. Objetiva, 2011).

Dra. Aline Sardinha: Psicóloga clínica e Coach (CRP/05:34.146)






COMPARTILHE:

COMENTÁRIOS
Nome: Mensagem:
E-mail:
Informe esse número ao lado:
trocar imagem