MENTE

20/11/2013
Esquecimentos

Onde está meu celular? Era hoje nosso aniversário de casamento? Qual é mesmo o nome daquele colega? Será que eu estou ficando com Alzheimer? Se você tem menos de 65 anos e nenhum caso na família, provavelmente não. Mas continua esquecendo coisas importantes no dia-a-dia...

Não é preciso ter demência para enfrentar problemas com a memória. Na verdade, quando pensamos em falhas da memória, entramos em um amplo campo de possibilidades.

Podemos não conseguir lembrar algo, por exemplo, porque não prestamos muita atenção quando a informação foi apresentada. Se você não lembra onde colocou o celular, é provável que não tenha atentado para quando suas mãos perderam o contato com ele. Você deve ter feito isso automaticamente. Pode ser estivesse pensando em outra coisa ou falando com alguém, quando o largou em algum lugar. Seu cérebro não registrou esse momento e agora nunca vai conseguir acessar essa informação simplesmente porque esta não está armazenada no sistema!

Outra forma comum de falha de memória se deve à desorganização da sua biblioteca mental. Imagine um armário onde as roupas são colocadas sem nenhum tipo de ordem. Qual a chance de eu conseguir encontrar uma determinada peça rapidamente? Se registrarmos as informações do cotidiano dessa forma, cada vez que eu quiser procurar uma memória na minha cabeça vou ter que olhar uma a uma até, por acaso, encontrar aquilo que preciso lembrar. Pouco eficiente, não é?
Se considerarmos que lidamos todos os dias com muitas informações ao mesmo tempo – trabalhamos com várias janelas abertas no computador, conversamos com um colega enquanto realizamos outra tarefa, dirigimos falando ao celular – podemos pensar que é como se abríssemos o baú da nossa memória e fossemos jogando ali as informações de qualquer jeito.

Assim, o que parece ser um problema de memória, mais comumente tem a ver com falhas na atenção ou na organização da informação. Já que não temos tempo para fazer tudo devagar, uma coisa de cada vez, temos que criar mecanismos de organização que nos auxiliem a lembrar, pelo menos, do que é mais importante. Um dos segredos da memória é fazer bons registros mentais!

Se eu sei que uma informação não pode ser esquecida, que tal dispensar a esta um momento para fazer uma nota mental: “coloquei meu celular em cima da mesa”. Ou mesmo uma anotação. Se eu anoto um compromisso em um papel, mesmo que eu venha a perdê-lo, certamente esta informação foi registrada no meu cérebro através da audição, da visão do papel com a informação e do ato motor de escrever. Três partes do cérebro codificaram o tal compromisso! Mais chance de eu conseguir encontrar essa memória em algum lugar depois. Se não tiver papel, vale escrever mentalmente, para visualizar a informação escrita tela da imaginação. Ao ser apresentado a alguém, ouça o som do nome e imagine a palavra escrita na sua cabeça. Se nada disso funcionar, procure seu médico.

Dra. Aline Sardinha: Psicóloga clínica e Coach (CRP/05:34.146)







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