MENTE

27/04/2014
Escrever: a mais antiga ginástica cerebral

Você já parou para pensar no quanto a linguagem é uma tarefa sofisticada? Pronunciar um conjunto de sons que são entendidos pelas outras pessoas como tendo significado! O que, para os adultos falantes parece simples, na realidade é o auge da evolução das espécies... Tanto que os bebês levam anos para aprender a usar a língua de maneira correta.

A linguagem é a capacidade que mais nos distingue dos nossos ancestrais e que faz com que o cérebro humano tenha características únicas de função e de pensamento. Temos uma área do cérebro só para organizar a produção das palavras e frases e outra para compreender o que está sendo dito.
Além disso, nosso pensamento se organiza em grande parte a partir da linguagem: raciocínio, memória, planejamento... experimente pensar sem usar palavras!

Agora imagine transformar a fala em escrita: encontrar um símbolo gráfico que represente cada som, aprender a produzir manualmente cada um deles e também a reconhecê-los visualmente, e ainda formar infinitas combinações entre as letras para produzir palavras. Ufa! Ainda bem que os seres humanos tem também áreas no cérebro específicas para organizar a escrita.

Reparou quantas partes do cérebro precisam trabalhar ao mesmo tempo para que possamos escrever algumas palavras em um pedaço de papel? Isso quer dizer que uma mesma informação vai ser codificada por todas essas áreas se eu, além de pensar nela, resolver escrevê-la. Ou seja, minha mente aprende vários caminhos para chegar a uma mesma informação. Consequentemente, a chance de eu conseguir encontrá-la quando for procurar aumenta substancialmente. A redundância, no caso do cérebro humano,, aumenta a eficiência!
Essa é a teoria científica que embasa a milenar técnica de anotar: na parede das cavernas, nos cadernos em sala de aula...

Assim, se uma informação precisar ser lembrada, arrume um tempinho para anotá-la. Mais do que o lembrete no papel, escrever uma informação aumenta o número de registros dela na sua cabeça e melhora sua memória. Última dica: para lembrar, é melhor escrever à mão do que no computador. Nossa mente é evoluída, mas não a ponto de acompanhar as inovações da informática...

Dra. Aline Sardinha - Psicóloga clínica e Coach (CRP/05:34.146)





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