MENTE

24/12/2014
Feliz ano novo!

Imagino que a essa altura você já deva ter planos para comemorar a chegada do ano novo, não é mesmo? Porém, antes que você exagere no espumante e esqueça por que está comemorando, que tal tirar alguns minutos para fazer um exercício de felicidade? Vale tirar um tempinho para sentar e meditar ou mesmo aproveitar os dez minutinhos que você vai levar secando o cabelo. Nada muito complexo!

O exercício é simples: tire alguns momentos para responder à pergunta “Quais os motivos pelos quais eu fui feliz no ano que passou?”. É provável que a sua mente se comporte igual carro antigo, demorando pra esquentar. Pode ser que você passe vários minutos sem lembrar de nenhum. Se isso acontecer, não desanime! Tente organizar cronologicamente, de trás para frente.

Que coisas felizes aconteceram na última semana, no último mês, em novembro, outubro... até janeiro! Quais são as coisas pelas quais você se sente grato(a)? Valem desde aqueles campeões de audiência (filhos com saúde, uma viagem inesquecível, realizações profissionais etc) até pequenas felicidades, como ter reencontrado um amigo querido dos tempo de escola no Facebook, ou um desenho bonito que o seu filho fez para você.

E aí, seu cérebro já esquentou? Então deixe os pensamentos de felicidade inundarem a sua mente... memórias felizes do ano que passou. Coisas que fizeram a vida valer a pena em 2014. Lembre, relembre, apalpe, cheire, ouça suas memórias. Tente trazê-las tão vividamente a ponto de quase revivê-las. Como você está se sentindo agora?

Curtiu? Então pode fazer sempre... todos os dias, várias vezes ao dia, todo final de ano... Na verdade, pode lançar mão desse exercício sempre que você quiser ou precisar de pequenas doses de felicidade. Essa é uma ferramenta do nosso cérebro que usamos regularmente, mas nem sempre da melhor forma. Para nossa mente, não é muito diferente viver uma experiência ou pensar sobre ela. Principalmente se, ao pensarmos ou lembrarmos, ativarmos todas as modalidades sensoriais que estariam ativas naquela experiência. Não basta pensar, tem que trazer à tona todos os órgãos dos sentidos e significados atrelados a uma situação.

Quanto mais completa for a memória, mas ela vai se assemelhar à experiência real. Quando temos muito medo de alguma coisa ou quando pensamos em uma situação muito triste não temos todos esses elementos? Às vezes basta um simples elemento dessa memória para ativar todo o resto em nossa mente? Pois é... nossa programação de fábrica já vem pronta para ficar atenta aos pequenos sinais relacionados à nossas experiências negativas.

O segredo é aprender a usar isso para o bem e para o mal. Assim, ao viver algo positivo, não se esqueça de prestar bastante atenção, organizar bem essas memórias boas, para que elas possam estar disponíveis para despejar pílulas de alegria em sua vida sempre que necessário!

Dra. Aline Sardinha - Psicóloga Clínica e Coach (CRP:34.146)



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