VIDA

29/12/2013
Limpando os armários

Início de ano é momento de renovaçāo. Todo mundo de roupas novas, estreando os presentes de natal, alguns trocam de carro ou modificam a decoraçāo da casa. Os novos tempos esperados no ano novo muitas vezes acabam sendo representados pela aquisiçāo de objetos. Coisinhas novas que alegram a vida! Contudo, nāo podemos esquecer que o processo de renovaçāo dos bens materiais tem duas partes. Uma delas é comprar coisas novas. A segunda parte é se desfazer das coisas antigas. O velho precisa abrir espaço para o novo. Ou você tem excesso de espaço em casa? Imagino que nāo. Desfazer-se de objetos muitas vezes pode ser mais difícil do que parece. Começamos a olhar os armários e, imediatamente, alguns pensamentos sabotadores surgem. E se eu precisar disso no futuro? Nossa, eu paguei um bom dinheiro por isso! Isso foi presente de casamento... Há 30 anos! Muitas vezes, fechamos os armários sem conseguir nos desfazer de nenhum item. Na verdade, sem conseguir abrir māo de nada. Nesse momento, a renovaçāo se transforma em acumulaçāo. Coisas novas e coisas velhas, todas misturdas no mesmo armário. Uma bagunça física que reflete a dificuldade de renovaçāo mental. Jogar fora é abrir māo. Abir mão de algo que já me foi útil mas não é mais. Abrir mão de algo que foi caro, mas que já não me agrada. É correr o risco de tomar uma decisāo e errar. De precisar de algo no futuro e nāo poder contar com aquele objeto. E ter que pensar em uma soluçāo para isso. Se desfazer de um objeto, entretanto, não significa necessariamente se desfazer das lembranças dos bons momentos a que este nos remete. Para isso temos nossa memória. Se desfazer de algo também não significa nunca mais ter algo similar. Se aquilo voltar a ser necessário, podemos inclusive, comprar outro. Parece desperdício, mas não é. Armazenar objetos sem uso em nossas casas e em nossas vidas também tem um custo, que precisa ser contabilizado. Além disso, quando falo em jogar fora ou se desfazer, não quero dizer necessariamente transformar nossos objetos em lixo. Alguns são exatamente isso. Mas outros podem ser vendidos, doados, reformados ou utilizados de novas formas. Assim, ao olhar seu armário, pense: quantas vezes eu usei este objeto no último ano? Mais importante: quantas vezes eu usarei este objeto no próximo ano? Na dúvida, jogue fora.

Dra. Aline Sardinha - Psicóloga clínica e Coach (CRP/05:34.146).








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