VIDA

19/02/2013
Defendendo os seus interesses

Se fizermos um levantamento das situações que mais nos provocam estresse, notaremos que a muitas delas se referem à interação com outras pessoas. Colegas de trabalho que não cumprem suas tarefas, filhos que pedem coisas o tempo todo, brigas com o cônjuge, eventos familiares... Todas essas situações podem ser potenciais fontes de estresse se não sabemos como estabelecer limites e defender nossos interesses.

Entretanto, se a primeira imagem que vem na sua cabeça ao pensar em defender os seus interesses foi a de um animal com os dentes à mostra se comportando de maneira agressiva, esqueça! Por mais eficaz que seja usar a força ou gritar em alguns momentos, a vida em sociedade exige habilidades que vão muito além da agressividade.

Quando nos comunicamos de forma agressiva, conseguimos nos expressar ou agir em nosso favor, mas transgredindo os direitos dos outros. Isso não funciona para convivências de longo prazo. Para defender seus interesses sem prejudicar as relações, entram em cena habilidades de negociação e assertividade.

Podemos pensar em três abordagens possíveis para conduzir as relações pessoais. A primeira é pensar apenas em si mesmo. A segunda é sempre por os outros em primeiro lugar. A terceira é a ideal: a pessoa coloca seus interesses em primeiro lugar, deixando claro que leva em consideração as necessidades dos outros. Parece simples, mas é uma arte!

Para se comportar assertivamente, ou seja, defendendo seus interesses de forma adequada, é preciso, primeiramente, estar ciente de quais são seus direitos e quais os seus reais interesses, desejos e sentimentos em relação a cada situação. Sabendo o que se quer, fica mais fácil comunicar isso ao outro.

Em seguida, temos que exercitar as habilidades de comunicação. A regra número um aqui é cuidado: cuidado com a seleção das palavras, com a comunicação não verbal (gestos, tom de voz, expressão facial etc). Além disso, vale ser preciso e direto: “Eu gostaria que você fizesse isso” ou “Quando você faz tal coisa, me sinto assim”. Fale apenas do comportamento e evite fazer suposições ou referências aos motivos do comportamento do outro. Se as razões da conduta do outro são relevantes, pergunte direta e objetivamente “Por que você fez isso?” ao invés de fazer suposições.

Por último, uma vez colocadas as suas necessidades, esteja disposto a ouvir o outro de maneira receptiva. As pessoas tem o direito de discordar e, na maioria das vezes, podem negociar e encontrar uma solução.

Dra. Aline Sardinha: Psicóloga clínica e Coach (CRP/05:34.146).











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