VIDA

13/05/2014
Qual o seu nível de estresse?

Como já vimos em outro texto (http://www.pilulasdebemestar.com.br/site/mente_detail.asp?cod_blog=8), o estresse é a reação de adaptação, do corpo e da mente, a situações novas ou ameaçadoras do ambiente à nossa volta. Sempre que algo novo ocorre, bom ou ruim, precisamos nos adaptar e o mecanismo de estresse é ativado, desencadeando uma série de fenômenos bioquímicos no corpo e no cérebro. Se pararmos para pensar um pouco, é fácil perceber que na vida moderna é provável que passemos mais tempo no modo estressado do que no modo de funcionamento normal, não é mesmo?

Assim, mais eficaz do que descobrir se você está estressado (provavelmente está!) seria medir em que nível anda o seu estresse. Isso porque o estresse não necessariamente é danoso ao organismo. Na verdade, o estresse ocorre em quatro fases: alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão.

Quando nos deparamos com uma situação desencadeadora de estresse, entramos em fase de alerta. Essa reação permite que nosso corpo se prepare mental e fisicamente para enfrentar aquela situação. Assim, nosso coração bate mais aceleradamente, a respiração muda e os músculos se tensionam, nossa mente fica focada no problema, evitando que nos distraiamos e sejamos pegos de surpresa. Independentemente da causa da tensão, o início da reação se manifesta de modo bastante semelhante em todas as pessoas. Na programação “original de fábrica” do nosso sistema, uma vez cessada a ameaça, a reação de estresse é desligada e tudo volta ao normal.

Entretanto, não podemos ficar em fase de alerta muito tempo porque esta exige do organismo muitos recursos. É como se fosse um “modo de segurança”. É impossível, por exemplo, dormir profundamente durante a fase de alerta. Se o estresse precisar se prolongar, um novo modo se instala no organismo, iniciando a fase de resistência. Nessa fase, começamos a perceber que o indivíduo está funcionando fora de seu estado de equilíbrio. Este é, por exemplo, capaz de dormir, mas seu sono não é tão repousante quanto o que ocorre quando o organismo está equilibrado. É como se ele não pudesse “desligar”. A mesma coisa se dá para funções como a digestão, a circulação do sangue, a regulação da pressão arterial, a função sexual etc. Essas alterações se devem não mais somente à ação do sistema nervoso, mas também aos hormônios do estresse (principalmente o cortisol) que passam a ser lançados na corrente sanguínea para agir em todos os tecidos do corpo. A mente também sofre alterações, com mudanças no humor, na capacidade de concentração e de memória.

Se a reação se prolonga ainda mais, entramos nas fases de quase-exaustão e exaustão do estresse, quando o corpo começa a sentir os efeitos de ter passado muito tempo atuando no “modo estressado”. O sistema imunológico começa a falhar, predispondo o organismo a contrair mais facilmente infecções, ou a trabalhar em excesso, gerando quadros como alergias ou doenças auto-imunes (lúpus, vitiligo, inflamações nas gengivas, asma etc). Aqui podem também se desregular alguns mecanismos de controle coordenados pelo cérebro, como a pressão arterial, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, o apetite e a função sexual. É nesse ponto que o estresse passa a representar uma grave ameaça à saúde.

As primeiras duas fases são necessárias à adaptação às situações e até benéficas. É nesse momento que aparecem aqueles sintomas físicos e psicológicos que queremos evitar para manter uma vida saudável. Assim, precisamos intervir no estresse quando identificamos que estamos entrando na fase de resistência, de modo que este possa ser controlado e não avance para as fases posteriores.

Dra. Aline Sardinha - Psicóloga Clínica e Coach (CRP/05:34.146)







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