VIDA

06/12/2014
Ampliando a sua zona de conforto

Todos nós temos uma zona de conforto: coisas a que estamos acostumados, com as quais já aprendemos a conviver. Nossa zona de conforto está por toda parte: as tarefas que realizamos habitualmente no trabalho e em casa, a forma como nos vestimos, a maneira como nos relacionamos com as pessoas, o que gostamos de comer, o que fazemos nos momentos de lazer etc. Se paramos para observar, passamos a maior parte das nossas vidas dentro destas fronteiras.

Quando falamos em conforto, não estamos necessariamente pensando em coisas que nos fazem feliz, ou que são boas, mas rotinas que nos são familiares. Por exemplo, o hábito de fumar faz parte da rotina de milhares de pessoas sem ser exatamente algo bom e desejável.

É possível viver quase que no piloto automático quando estamos dentro da nossa zona de conforto. Podemos dirigir até o trabalho sem pensar no caminho, executar tarefas, nos relacionar com os colegas e voltar para casa sem ter que pensar muito sobre cada uma dessas coisas. Já estamos acostumados.

Na verdade, experimentamos estresse todas as vezes que somos forçados a nos adaptar a uma nova situação ou a algo para que ainda não temos recursos suficientes. Ou seja, sair da zona de conforto gera estresse. Nesse sentido, quando mais ampla for a nossa zona de conforto, menos vezes teremos que sair dela. Certo? Em parte.

Quando falo em ampliar nossa zona de conforto, penso em flexibilizar suas fronteiras. Vou usar uma história para explicar melhor. Quando eu era pequena, não gostava de comer manteiga nem queijo. Sempre que podia, evitava estes alimentos. Entretanto, minha mãe insistia que, se eu pudesse comê-los de vez em quando, mesmo sem gostar, poderia me alimentar destes caso fosse necessário. O argumento principal dela era: “E se você tiver acampando e só tiver pão com manteiga e queijo?”. Até hoje não gosto de manteiga nem de queijo, mas consigo comê-los sem muito sofrimento quando necessário.

Agora pense nas fronteiras da sua zona de conforto. Mais especificamente, pense nas regras que delimitam estas fronteiras. “Não sei falar em público”, “Não gosto de gente assim”, “Não sei dirigir”, “Não gosto de legumes”, “Nunca vou conseguir parar de fumar”, “Não vivo sem uma picanha”, “Isso é coisa de mulher”. Identificar as regras é o primeiro passo.

O seguinte é testar se elas são mesmo verdadeiras. Pode ser até que tenham sido um dia e estejam apenas desatualizadas. Se você tivesse acampando e só tivesse legumes disponíveis, quanto tempo levaria até você atacar a primeira cenoura? E se lá não tivesse cigarros ou picanha?

Dra. Aline Sardinha - Psicóloga clínica e Coach (CRP/05:34.146)




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